sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Mais música atlántica



Seguindo a rota de África Ocidental, à beira do Atlántico, océano de múltiples culturas, chegamos ao Senegal.
Senegal é um estado que tem outro no seu interior, no val do río Gambia. A República de Gambia.
Nas divisões que os europeus fazem na coloniçação, Senegal fica no meio de Mauritánia, Guiné Bissau, Guiné Conakry, Mali, e tem a Gámbia em su interior.
Neste quebra-cabeças de estados, convivem muitas étnias e culturas diferentes.
Linguas que convivem no Senegal; compartidas com outros estados da zona:

Badyara, Bainouk-Gunyaamolo, Bainouk-Samik, Balanta-Ganja, Bamana, Bandial, Bassari, Bayot, Budik, Crioulo, Diola, Ejamat, Francês, Fulani, Gola, Gusilay, Jalunga, Jola-Funyi, Jola-Kasa, Karon, Kerak, Kobiana, Kuwaataay, Lear, Malinke, Mandingo, Manjak,Mankanya,Moros, Ndut, Noon,Palor, Serer-Saafi, Serer-Sine, Soninke, Susu, Tuareg, Tukulor, Wamey, Wolo , Xasonga.

Cada étnia tem sua lingua própria compartida com irmãos que vivem em outros estados artificiais, feitos após a descoloniçação, seguindo critérios europeus etno-centristas e colonialistas.
De Senegal, ainda que nascido no Niger,xurdiu umha voz e umha música fermosas, que se fazem muito conhecidas polo filme de Almodóvar, "Todo sobre mi Madre".
Aquela sequência tão formosa, onde a cámara se vai achegando à cidade de Barcelona, iluminada polas luzes nocturnas, mentras soa esta música incrível:


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É o momento mais conseguido, ao meu ver, de todo o filme, a um nível estético.
Ismael Lo era de família humilde e, antes de ser considerado um dos melhores músicos africanos de hoje, ganhava o pão no clube "Coco Loco" da Playa del Inglés, nas Ilhas Canárias, onde também pendurava suas pinturas.
A discografia de Imael Lo:
Dabah 2002
Dlawar 1994
Ismael Lo 1992
Iso 1994
Jammu Africa 1997
Natt 1996
Sénégal 2006
Tadleu Bone 2001
amais de recopilações e colaborações em trabalhos de outros artistas.














Amais de Ismael Lô, o pai da música do senegal de hoje, passa por ser Youssou N'Dour, nado no 1959, numha Dakar cosmopolita e cheia de sões de mbalax, umha palàvra na lingua wolof que nomea umha música mestura dos velhos griots e ritmos afro-cubanos que trazem de volta os retornados caribenhos nos anos 40,50,e 60.
Nos 70, chegam os ritmos do jazz, o rock, os cantos dos sufis muçulmanos...







Youssou recolhe também os relatos e cantos tradizionais e assim vai elaborando nseus trabalhos:

  • Bitim Rew (1984)
  • Nelson Mandela (1986)
  • Immigrés (1988)
  • The Lion (1989)
  • Set (1990)
  • Eyes Open (1992)
  • Guide (Wommat) (1994)
  • Djamil (1996)
  • Inedits 84-85 (1997)
  • Special Fin D'annee Plus (1999)
  • Lii (2000)
  • Joko: The Link (2000)
  • Rewmi (2000)
  • Le Grand Bal (2000)
  • St. Louis (2000)
  • Le Grand Bal a Bercy (2001)
  • Ba Tay (2002)
  • Nothing's In Vain (2002)
  • Youssou N'Dour and His Friends (2002)
  • Kirikou (2004)
  • Egypt (2004)
  • Recopilações:
  • The Best of Youssou N'Dour (1995)
  • Immigrés/Bitim Rew (1997)
  • Best of the 80's (1998)
  • Hey You: The Essential Collection 1988–1990 (1998)
  • Birth of a Star (2001)
  • Rough Guide to Youssou N'Dour & Etoile de Dakar (2002)
  • 7 Seconds: The Best of Youssou N'Dour (Remasterizado) (2004


sábado, 10 de novembro de 2007

Mais duos






E pois seguimos com duos. Pares que se formam num momento para cantar e que unem sua capacidade para transmitir com dupla força o sentimento.
O primeiro destes duos, conta com dous verdadeiros génios da música. Un cigano e outro caribenho.
Diego Ramón Jiménez Salazar -El Cigala- e Bebo Valdés. Sin palabras:



Aquí El Cigala num duo cum Mexicano, Alejandro Fernández e mariachi + flamenco:



Com Mina. O físico del Cigala, nos primeiros planos, é tão impresionante como a súa voz.
Semelha um brahmam :







quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Pares


Hoje presta-me fazer umha paradinha na rota africana e trazer músicas de diferentes paises, linguas, estilos, mas cum denominador comum:
São duos, onde o mais inesperado pode passar.
Imos là.
A primeira canção, é umha morna da nossa Cesária Évora de Cabo Verde, e canta ela com a preciosa voz grega de Eleftheria Arvanitaki. Umha fermosura. Curioso escuitar Sodade em grego:



Em espanhol, há um tango argentino "Confesión" cantado por Andrés Calamaro e Enrique Bunbury, muito teatral, triste e dramático:



Joan Manuel Serrat tem um trabalho no que colaboram artistas brasileiros. Esta é umha das canções. Caetano Veloso é seu companheiro .Em espanhol era: Cada loco con su tema. Cada qual com sua mania.


Duas damas brasileiras Marisa Monte e Adriana Calcanhoto: Tema de amor


Duas damas portuguesas: Dulce Pontes e Amália Rodrigues. Canção do mar:



Dulce Pontes e Carlos Nuñez. Umha canção galega composta para a obra de teatro de Castelao "Os velhos não debem de namorar-se" O norte e o sul do pai Minho unidos numha canção das mais fermosas: Lela



Umha canção muito especial cantada por duas pessoas que já não ficam cá, nesta beira, mas que me fazem estremecer. Pura esência do Portugal mais fermoso, primaveral e revolucionário:



E com Zeca Afonso e Amália Rodrigues, escuitando Grândola, deixo esta casa até a próxima história.
Abraço

sábado, 3 de novembro de 2007

As dez ilhas mestiças

Hoje vou falar um bocadinho dum pequeno pais com o que compartimos lingua e océano e que fica estendido no Atlántico coma um rosário de doas de diferentes colores musicais.
O arquipélago de Cabo Verde, fica fronte às costas do Senegal e são dez ilhas e algumhas ilhotas mais pequenas.
Dez são as ilhas que compõem a entidade Cabo-Verdiana:
Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia, São Nicolau, Sal, Boa Vista, Maio, Santiago, Fogo e Brava, e outros ilhéus e ilhotas mais.


Cada umha delas, tem ritmos diferentes, músicas nascidas da mestura entre as músicas levadas polos europeus, maiormente portugueses, e as músicas africanas.
Cabo Verde fui descoberto em 1460 e, até 1462, não tivo asentamentos de povoação, em Santiago.
Dado a sua posição estratégica na rota que une Europa, África e o Brasil, as ilhas foram o centro do tráfego de mercadorias e, sobre tudo, de escravos, até a abolição da escravitude . Após esse momento, as ilhas entram em decadência, agravada pola degradação ambiental e climática fruto da tala dos bosques tropicais.

A seca tornou insuportável e com a libertação dos escravos, Cabo Verde seguiu a ser umha colónia portuguesa mestura de europeus libres e escravos africanos e economía pobre, de subsistência.
A mestiçagem entre portugeses e africanos, passou por seus momentos: Tempo houve em que o governo colonial proibia a música "africana", e muitos ritmos estiveram perto da desaparição.
Hoje, seguem vivos em Cabo Verde, a morna, a coladera, a tabanca, o funaná, o colá e o batuque. Ritmos diferentes de ilhas diferentes. Uns, con mais influenças europeias, outros mais genuinamente africanos, outros com aires do Caribe, outros, pura sensualidade...
Imos passar por cada um, para melhor conhescer:

A Morna, é um canto comúm a todo Cabo Verde. Triste e nostálgica, fala da terra, da "sodade" da morabeça cabo-verdiana, essa hospitalidade agarimosa dos insulanos.
Esta canção de Cesária Èvora, a grande dama dos peinhos nús, fala de todo esso:







Outra dança caboverdiana, é a Coladera,que nasceu da aceleração do andamento da morna, e de influenças estrangeiras, aló polos anos cinquenta:



O Funaná, da Ilha de Santiago, é umha música própria da dança. Umha dança muito sensual e viva :



A Colá, é umha dança muito sensual "dançada aos grupos de dois pares soltos, por vezes de mãosdadas formando um círculo, os quais alternadamente se aproximam do centro fingindo querer unir-se em umbigadas, para depois se afastarem, ao mesmo tempo que o outro para avançarem para o centro."
É dança de Boa Vista e São Vicente.

O Batuque,trazido polos escravos à ilha de Santiago, e mais tarde levado ao Brasil e aos Açores -ilha de São Miguel-
É cantado e tocado por mulheres -as batucadeiras- que batem num emburulho de roupa que tem pousado entre as pernas. Aseguro-vos que me lembra aos ritmos das pandereiteiras galegas. O mundo da música tem surpresas:



aparte destes ritmos, hà outros,importados de Europa, como a valsa, a mazurca, e outros modernos, de discotecas, influidos polo zouk e outros ritmos africanos. Mas não quero vos cansar, assim que hoje deixamos Cabo Verde e sua morabeça para seguir a viajar pola terra mãe de toda a humanidade.
Saude.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

De Mali ao Mississipi





Ese era o título do capítulo da história do blues firmado por Martin Scorsese no 2003, para celebrar o ano do Blues.
A série fui ideia do próprio Scorsese e constaba de sete capítulos. No capítulo que da título ao fio de hoje, participam varios músicos das nossas histórias: Alí Farka, Salif Keita, entre outros.
Desde o rio Niger até o Mississipi, a música viajou levando os sões das cordas e das voces à outra beira do Atlántico, transportadas nos corações doridos dos escravos desterrados.
Desde Mali, neste caso a París, viaja a música dumha parelha que se conhesce no colégio de joves invidentes de Bamako e une as suas vidas para sempre.
Ele, Amadou, canta e toca a guitarra no grupo "Os embaixadores". Ela, Mariam, canta desde meninha nas celebrações da sua aldeia.
Eles gostam de partir dos ritmos mandingues, para abrir gamas de sões que mestiçam com influéncias que vão conescendo no caminho: Sargento García, -M-, Tom Darnal, Hamid El Kasri, Jean-Philippe Rikiel, Moriba Koité... amais do pop inglês, e a música francesa.
No 2004, Manu Chao descobre sua música e fica encantado. Grava com eles e produz seu último trabalho.
A discografia de Amadou& Marian, vai desde Sou ni Tilé até Dimanche a Bamako:
Sou ni tilé (1998 Universal - Álbum)
Tje Ni Mousso (1999 Universal - Álbum)
Wati (2002 Universal - Álbum)
Dimanche à Bamako (2004 All Other - Álbum)

Espero que disfrutem vocês com sua música:



















terça-feira, 23 de outubro de 2007

O berce do Voudou




Benin, é um pequeno pais da África Ocidental. Em Ouidah, segunda cidade de Benin, centro mundial do voudou e do tráfego de escravos , nasce, em 1960, Angélique Kidjo, filha dumha mulher que levava um grupo de teatro, com o que viajavam polo seu pais.
Os seus primeiros anos, encheram-se com a música de Jimi Hendrix, Santana, Miriam Makeba (umha das suas principais referências), Aretha Franklin, James Brown, artistas tradicionais africanos, e mesmo música árabe e da India.
Mais tarde, sendo ainda umha adolescente, vai embora, a París, na procura da liverdade para cantar que em seu pais não tinha.
Em París inscrebe-se numha escola de jazz e segue com sua carreira musical que, a dia de hoje, vai polos onze trabalhos, a mais dos que gravou em colaboração com outros artistas:

  • Pretty (só distribuido em África)
  • Parakou (1990)
  • Logozo (1991)
  • Ayé (1994)
  • Wombo Lombo (1996)
  • Fifa (1996)
  • Oremi (1998)
  • Keep On Moving: The Best Of Angelique Kidjo (2001)
  • Black Ivory Soul (2002)
  • Oyaya! (2004)
  • Djin Djin (2007)
Canta em Fon, francês, yoruba, inglês, swahili e Zilin, o idioma tradicional de Benin.
Seu estilo mestura afropop, caribbean zouk, rumba, jazz, gospel assim como influências de James Brown, Aretha Franklin, Jimi Hendrix, Miriam Makeba, Carlos Santana...Mesmo faz versões de algúns dos seus temas, como Voodoo Child, de Jimi Hendrix, Summertime, de George Gershwin.
Seu último trabalho, Djin Djin, -Os sinos que marcam o começo do dia- inclúe colaborações de Carlos Santana, Alicia Keys, Amadou e Mariam, Ziggy Marley,Peter Gabriel, entre outros...
Deixo-vos umha mostra da sua música, para fazerdes voodoo contra os maus espíritos que povoam a terra...




















segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Barcelona de novo . A Besta Planetária



As cousas sempre se movem na cidade dos movementos. Aparecem músicas novas, grupos, estilos...
Umha destas novas artelha-se arredor de Aleko, o cantante portenho de Golem System.
Sem deixar Golem, aparece agora cum trabalho em solitário fruto de anos de gestação.
O trabalho vira arredor da denominação BestiaPlaneta e, ao meu parecer, retoma as raices do seu trabalho Infierno, feito na Argentina antes da emigração.
Mais simple, sem trompeta nem saxo, a voz e a palàvra tomam mais protagonismo.
E cum aquele de modernidade minimalista, porém auténtica.

Vou deixar-vos aquí a ligação e algúns temas, a ver que vos parecem.Pessoalmente, gosto muito da autenticidade e da sua feitura:
http://www.myspace.com/bestiaplaneta http://www.myspace.com/bestiaplanetapop
Dúas versões do mesmo trabalho. Um trabalho bem interesante:










segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Mais ao Sul


Após nos despedir de Al Magrib, seguimos viagem cara o sul, e chegamos a um estado que pertencia o antigo reino mandinga-consultar oescunchador para mais informações- e que hoje nomeam Mali, na costa occidental de África.

Mali é a terra dos dogon, também da velha cidade de Timbouctou, referente de viagens e caravanas desde tempos remotos.
É um pais muçulmano, ainda que as raices animistas tão presentes, como em toda África.

A mulher que hoje vai atuar neste nosso café-cantante virtual, não só é conhescida pola música, mas por ser umha feminista defensora dos dereitos as mulheres no seu pais.
Nasce em Bamako, ainda que a sua família procede dumha região do sul do rio Niger chamada Wassoulou. Sua mãe, Aminata Diaknite, também cantava, amais de compartir o marido com outras duas mulheres, segundo a poligámia habitual da época. Dizem que esa experiência é decisiva para a pequena Oumou.
Como também influem na sua música as músicas tradicionais da sua região de origem, Wassoulou, os ritmos das danças locais: didai, sigue e, sobre tudo sogonikun, umha dança tradicional de máscaras interpretada principalmente por meninhas, em tempo de colheitas.
De aí nasce um estilo único, chamado "wassoulou" que combina tambores djembé e karyaing, com o som do funky del kamélé n'goni, que se traduz por "Harpa do homem novo" entendendo novo por moço.Umha harpa utiliçada nos rituais dos caçadores dos bosques de Wasoulou, simboliça a juventude, a rebeldia, o goce e a alegría.


Oumou Sangare edita no 1989 "Moussoulou" que significa "Mulher".
No 1993, "Ko Sira" "O casal de hoje".
No 1996, "Worotan", que significa "Dez noces de kola" e é o preço tradicional dumha noiva em Mali.
No 2004, "Oumou".
Suas canções falam das luitas das mulheres, o conflito entre tradição e modernidade, a pena e o goço da vida e a morte. É umha mulher cum físico impresionante e umha mente aberta e luitadora. Espero que gostés da sua música.














domingo, 7 de outubro de 2007

A despedida




Quando volví de Marrocos, à Galiza, não fum quem de me despedir. Sinto saudade demais da mágia e da hospitalidade dum pais único e fascinante.
Estas canções que vou deixar, erão as que sempre levávamos no carro, o Suso e mais eu, quando fazíamos as viagens ao Sul, case sempre com gente da Galiza que vinha para conhescer. Quando escuito, lembro todos os lugares incríveis que tive a oportunidade de conhescer e que, para sempre, formam parte de mim, até o ponto de ficar doente desde Janeiro sem poder sair da casa.
O doutor da-me litio para a minha crise depressiva, mas eu acredito em que é a morrinha de Marrocos a que causa o meu mal.
Bom. Aquí vos deixo as canções que, desde Egipto, Argélia e Marrocos, expresam este jeito de sentir magrebí que não posso explicar com palàvras:















terça-feira, 2 de outubro de 2007

Gnawas

Os gnawas, são os descendentes dos escravos trazidos a Marrocos desde Sudão occidental e o oeste de África.
Os Gnawas ficam estabelecidos no sul de Marrocos, em cidades como Agadir, Marrakech, Essaouira, Errachidia e também em pequenas aldeias do Sara arredor de Erfoud e Merzouga, como a pequena aldeia de Khamilia, onde rematava até hà dous anos a estrada e começava o deserto. A fotografia primeira é dos gnawas de Khamilia
A palàvra gnawa, ou gnaoua, procede do Tassousit, a lingua anmazig ou bereber do sul de Marrocos, na bacia do rio Sous:
ignawen.
Em Tassousit, ignawen significa "mudos". Eran chamados assim porque falavam línguas que eles não podiam perceber

Com o tempo, estes escravos fazem-se muçulmanos, mas conservando parte das suas crenzas animistas, sobre tudo nos rituais de trance e possessão, em certo modo paralelos à santeria ou candomblé americanos, mas muito mais sobrios, dado que, no islão não existen icones nem imagens de deus nem dos santos como na religião católica.
Os gnawas praticam o trance hipnótico por meio da música e dos cantos que invocam a "Morabitos" , homens ou mulheres sant@s com poder para botar fóra aos dianhos e sandar as picaduras dos escorpiões e as doenças mentais.

Os instrumentos da música gnawa são três: O guembri, de três cordas e som de baixo, o tbel, ou tambor que tocam cum pau curvado, e as qraqeb, umha espécie de castanholas ou crótalos de metal.
As suas danças são muito rítmicas. Hà umha voz que introduce variações que os demais vão respondendo e repetindo.
Visto em vivo, assim, de perto, de certo que se cria umha atmosfera especial, que mesmo pode ser percebida por umha pessoa alheia culturalmente. Se tentas dançar e te metes no ritmo, alcanzar o trance, não é difícil, sempre que, fisicamente aguntes um tempo dançando sem parar e cada vez mais forte e mais rápido. Também pode que che deia um infarto.
Dentro da música gnawa, hà festivais cada ano. Concretamente na cidade de Essaouira, cada verão um muito importante. Nestes festivais, a música jà é mais música em si que instrumento terapeutico ou místico. Hà grupos, hoje em dia, que comercializam a música gnawa, como os franceses Gnawa Diffusion e outros grupos de rap marroquinos.

Quanta morrinha esperta em mim este video. Coração do Magrib, a terra e a gente que amo...



O Festival Gnawa de Essaouira,polas ruas da cidade:



O grupo "Gnawa Diffusion"argelinos ubicados na França. Não é música gnawa tradicional, mas tem seu interese:



Gnawas da região de Agadir, com seus puchos de cunchas, que fazem virar com sua cabeça:



Os gnawas,umha etnia e umha cultura dentro dum pais de múltiples caras.
Seguiremos a baixar polo continente africano em posteriores mensagens, inchallah.