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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Um instrumento muito moderno


Ainda que as suas raizes venham dos Stell Drums de Trindade e também tenha um ar oriental:-Gong, Gamelan, Ghatam e principalmente do Steel Pana, segundo os entendidos,- a verdade é que, este instrumento, com forma de disco voador com buratos, fui criado no ano 2000 por Felix Rohner e Sabina Schärer, investigadores suiços que, no estudo Panart na cidade de Berna, inventarom um novo instrumento de aceiro, cumha caixa de resoança e com pequenos círculos que se correspondem com as notas da escala musical.
Põem-lhe de nome, Hang, que em lingua de Berna, significa mão, porque, em realidade, é com as mãos que se toca.
Hà mais de 40 tipos de hangs com diferentes escalas, mas, até pouco tempo, nao existiam em Espanha.
Agora entraram, como não, por Barcelona, e polas ruas de El Raval ou do Gótic, podemos ver a gente como o brasileiro Pedro Collares Moraes, natural de Rio de Janeiro, que, após estudar em seu pais violão, piano e guitarra eléctrica, veu parar a Barcelona. Faz umha viagem à India de quatro meses, para praticar meditação e canto indiano.
Agora, em Barcelona, ele toca em centros de Yoga, festivais de meditação e também nas ruas do Bairro Gótico. Lá ele se concentra em transmitir a paz para as pessoas estressadas da cidade.
“É uma musica para a expansão da consciência” diz Pedro. Utilizando Mantras Indianos, cantos sagrados de diversas culturas ele também aplica uma técnica Tibetano-Mongol que são cantos harmônicos, com essa técnica é possível soar duas ou ate três notas ou mesmo tempo com a voz, como passa nos instrumentos e cantos com predomínio de sões harmónicos, coma o didjeridoo, os cantos do Tibete...
Outro artista desta música na cidade, é o Profesor de hang Ravid Goldschmidt, pianista e percusionista israelí que hà só um ano e meio tocava polas ruas do Gótico.
Veu fazer o Caminho de Santiago pola Rota da Prata, desde Sevilla, e, quando rematou, quedou em Barcelona.
Coma ele, hà outros artistas polas ruas do Gótico e de El Raval, e mesmo um lugar onde se podem mercar estes instrumentos, na Rua do Bon Succés.
Barcelona é umha cidade que nunca deixa de nos surprender.
Todos os sões do mundo convivem baixo o seu céu.





Aqui, cum baixo:



Aquí, com didjeridoos: e umha trompa tibetana:




Assim é BARCELONA.
O instrumento mais antigo-o didjeridoo dos aborigens australianos-, mestiça-se com o mais místico, ou o mais moderno, fabricado num laboratório suiço.
Eis a mágia das mesturas e as mestiçagens......
Aperta.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Instrumentos de cordas. A Kora


A kora é um instrumento de cordas tradicional dos povos mandigas da África Ocidental, construído a partir de uma metade de cabaça fechada por uma cobertura de pele, de onde parte um braço que sustenta até 25 cordas.
É o instrumento tradicional que acompanha os griots, trovadores errantes, mistura de poetas e cronistas. A preparação de um griot inicia-se muito cedo, em casa. O pai conta-lhe a História e as histórias da(s) tribo(s) como exemplos de força e grandeza.
A kora é un unstrumento mágico, umha espécie de harpa africana, que os músicos tocavam para as famílias nobres do Império Mandinga, antes de que os coloniçadores europeus criaram os Estados e as Fronteiras.
Se queredes saber mais de koras e griots, tocadores de kora e demais, podedes visitar meu blogue oescunchador.
Aquí só quero deixar-vos os sões da kora e suas músicas mágicas:







Que disfrutedes da dozura de àfrica, coma antes da força dos seus djembés e demais percusões que em ela tem sua origem.
África é a origem dos homens e mulheres, da música, das viagens.
África é a terra em estado puro.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

África profunda


Dende o litoral Atlántico de África, desde Senegal até Guiné, estendia-se no século XIII da era Cristià, um império governado por Sundiata Keita, governante que livertou aos escravos e espalhou a cultura "Mandinga" ao que hoje chamamos, após os repartos europeios com regla e lápis , Burkina Faso, Costa do Marfim, Gámbia, Guiné Bissau, Libéria, Mali, Senegal e Serra Leoa.
Desde aí, iam chegar mais tarde os instrumentos de percusao, importados polos escravos levados polos coloniçadores dos Impérios europeus para trabalharem no continente americano e poder aproveitar milhor os recursos .
Jà sabemos o que é a história, em geral. Cobiça, egoismo e falta total de empatia com os semelhantes.
Pois das profundidades do reino Mandinga, chega este derradeiro instrumento de percusao que vos vou trazer hoje.
O instrumento pode ter vários nomes, segundo o dialecto da lingua mandé que se fale: Yembé, yimbe, sanbanyi ou simplesmente tam tam.

É un instrumento membranofone, de 30 cm. de diámetro,aproximadamente. Podem variar desde 2 até 6 cm.
Fabricam.se em madeira e badana de cabra, ainda que os modernos, jà sao de pele sintética, às vezes.
Os encarregados de fabricar os yembés nas diferentes tribos, sao os NUMUS, ferreiros profisionais e guardiaes de certos poderes.

Se vos interesa aprofundar na cultura mandinga, podedes visitar meu outro blogue oescunchador, na categoria de Músicas. Alí, na segunda página, hà muita informaçao a respeito do tema.

Agora deixo-vos umha audiçao de yembé:


terça-feira, 26 de junho de 2007

O Caixao "flamenco"


Em realidade, o caixao flamenco, nao é tal. Paco de Lucia trouxo do Perú este instrmento que logo se integrou nas músicas flamencas de oricgem cigana.
Até esse intre, a única percusao que admitía o flamenco, erao as palmas, o taconeo, ou o repique na própria guitarra. Agás o "martinete", que se acompanhava com os soes dos martelos sobre as safras da forjas andaluças, substituidos mais adiante com o golpeteio dos cotelos ou das palmas na madeira dumha mesa, para sentar o patrao rítmico.
Mas, nos anos 70, o mestre Paco de Lucia viaja ao Perú, e alí descobre um instrumento inventado polos escravos africanos da costa peruana, que no século XVII viram como se proivia o uso de tambores e a ejecuçao do "panalivio", umha dança que denunciava o maltrato que sofriam.
Esta proiviçao, faz que se utilicem para tocar as caixas de embalagem do bacalhau, que se apilavam nos peiraos do porto,os caixoes de moveis e mesmo as "caixinhas" das esmolas das igrejas.
Segundo o folclorista argentino Carlos Castro,:
"los africanos en el Perú durante los siglos XVIII y XIX, especialmente los de la costa del Pacífico, usaban también para sus fiestas de tambor, los cajones de fruta y otros alimentos que encontraban en desuso en los puertos, principalmente el puerto de El Callao. Y que los cajones originales fueron eso, simples cajones de embalaje a los cuales se les desclavaba una tabla para producir más vibración de la madera al ser percutida".
Hoje, mália ter a mesma origem, os caixoes flamencos e os peruanos tem diferenzas entre si:
"el cajón peruano y el flamenco se diferencian no sólo por la forma de tocarse sino también en su construcción, ya que en España suelen añadírsele algunas cuerdas de guitarra tensadas en el interior para reforzar la vibración de la tapa floja que se percute con las manos. Y, como dicen en Perú, en España tocamos el cajón con la 'galleta' (la parte superior de la tapa del instrumento). Sin embargo, en lo que sí coinciden tanto el modelo de cajón peruano como su variante "flamenca" es un su diseño básico: un paralelepípedo de madera de cinco caras de madera sujeta por las aristas y una sexta cara rectangular (la tapa) sujeta de manera más laxa, con tornillos flojos que le permitan vibrar libremente. Otra característica común es que el cajón suele servir, además, de asiento al propio intérprete."

" Desde que Paco de Lucía recibió su primer cajón de manos del maestro peruano Caitro Soto, cajonero de la gran cantante Chabuca Granda (y que además compró en el mismo viaje un segundo cajón), este instrumento ha sido usado ampliamente en el flamenco. También ha sido objeto de múltiples experimentos en los que se ejecuta tanto verticalmente como horizontalmente, se le agregan dos cuerdas de guitarra en el orificio, o se toca con baquetas o "cepillos". Existen además versiones del cajón construidas en forma de pirámide trunca o trapezoidal."
Bem, pois essa é a história do caixao flamenco. O percusionista de jazz peruano Alex Acuña, gravou com Chick Corea Paco de Lucía.

Vede como soa o caixao peruano:



O caixao Flamenco:



Cositas Buenas. Paco de Lucia e a sua banda:

Percusao flamenca:





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sexta-feira, 22 de junho de 2007

As Tumbadoras





Hoje imos-lhe dar a um instrumento de percusao muito utilizado em todos os grupos com forte presência da percusao:
Sao as CONGAS ou TUMBADORAS, umha espécie de barriletes, cumha caixa longa e um parche que se pode tocar de diferentes maneiras:" galleta abierta, galleta cerrada, tono abierto, tono cerrado, palma y dedos".
Nasceu em Cuba, evoluindo dos tambores BATÁ, ehà até cinco tipos de congas, dependendo do seu tamanho e a sua afinaçao, de mais agudo a mais grave.
A saber:
"

  • Re-quinto: conga de cuerpo delgado de afinación aguda. Su función en la rumba es improvisar.
  • Quinto: conga de cuerpo delgado de afinación aguda.
  • Macho , 3-2 ó Conga: de cuerpo mediano, se puede afinar de 2 formas: una es más aguda para poder tocar como tumbadora central en formato de 2 ó más congas, la otra es más grave para poder tocar únicamente esa tumbadora en la rumba.
  • Hembra o Tumbadora: afinación grave, su cuerpo es más ancho.
  • Re-tumbadora: es la más grave de todas, su cuerpo es más ancho que todas las demás."
Normalmente utilizam-se de duas em duas :QUINTO-CONGA ou CONGA-TUMBA.
Se se utilizam três, adoitam ser QUINTO-CONGA-TUMBA.
Aquí vedes as "tumbadoras " em solitário:



Aquí vedes as congas-as que toca o do mostacho- acompanhando a Rubén Blades, numha das minhas cançoes preferidas:

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Macho e fémia


Seguindo com os instrumentos de parche, ou membranofones, atopamos os Bongós, segundo Fernando Ortiz, etnógrafo cubano, “la más valiosa síntesis en la evolución de los tambores gemelos lograda por la música afrocubana”.
Ta composto por dous tambores de madeira com cadaenseu parche, cinguidos por uns aros e umhas chaves metálicas para tensar - Ao começo tensavam-se com calor-.
Os tambores sao de forma cónica e hà um mais grande-a fémia- e outro mais pequeno-o macho-.
A fémia vai à dereita e o macho à esquerda. Vao unidos por um lado por umha peça de madeira.
Seica na sua origem tinham umha finalidade religiosa:
" Existe información que hace pensar que su origen proviene de unos tamborcitos hechos con duelas de madera de pequeñas bateas y cuero fino de venado utilizados para rezos a Elebwa (deidad de la religión afrocubana) o de otros, usados por pares, como ofrenda a los ibbeyis (deidades mellizas en los culto de santería)."
Agora, após de que Benny Moré, o Trio Matamoros ou Arsénio Rodríguez os populariçaram sao um elemento presente em todas as orquestras e grupos "salseros" ou nao tanto, do mundo.



quarta-feira, 20 de junho de 2007

Instrumentos


Antes de seguir adiante, gostaria de vos amosar algúns dos instrumentos dos que imos falando em cada umha das músicas mais ou menos peculiares que imos vendo.
Em primeiro lugar, quero-vos amosar os instrumentos de percusao. Começo polo mais típico da naçao amazigh, onde vivi até o de agora, a variante de tambor chamado Darbuka, instrumento membranofone, feito cumha caixa de cerámica ou madeira e um parche de badana. Agora jà os fao de plástico.As vezes, podem ir dous de diferentes tamanhos juntos para tocar ao tempo.



Da mesma família, mas de diferente timbre, é o Bendir, umha espécie de pandeiro das músicas árabes, de 40 cm. de diámetro, feito com pele de cabra. No aro leva duas láminas metálicas que soam ao ser tocado e, por dentro, várias cordas de tripa que lhe dao mais resoança. Neste video podedes aprezar as diferenzas entre o Bendir e o Darbuka

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Outro instrumento usado em quase todas as músicas é a nossa Pandeireta, ou também o Pandeiro, -Umha é pequena e leva forrinhas. Tócase sostida numha mao. O outro é mais grande e toca-se apoiado no peito, ou ao estilo árabe, sostendo-o nas maos e tocando só as beiras
.A pandeireta é utilizada maiormente polas mulheres,em quase todas as músicas populares.
Em árabe, estes instrumentos, chamam-se Daff:


As pandereteiras galegas:


Ou no Brasil:


O Serrote, que serve para cortar madeira, mas que também pode funcionar coma um violino, se se coloca ao jeito, como faz Pulpinho de Viascon.

O Timbal, formado por umha caixa de cobre e um parche que se golpeia cumha baqueta. Se se afina, pode reproducir notas musicais.

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Amanhà ei trazer mais instrumentos.:
Congas, Yembês,bongós, e algum mais que quede por aí das músicas ravaleiras. Jeitos diferentes de vibrar, frequências diferentes que se perdem no ar , e que formam ondas que chegam à praia do nosso coraçao.
Asmúsicas de percusao sao as melhores para entrar em trance e acadar a conexao com esse ponto de vazio infinito que fica aló, agochado no nosso centro. Esse ponto irracional e inconsciente que nos une com a natureça.
Aperta.