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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Música do Souk



Música do souk rifenho.
Em cada lugar ou vila do Rif, e de todo Marrocos, há um dia à semana de grande souk, onde se compra, se vende, se regateia, se passeia entre recendos de espêcies e ervas aromáticas e músicas dos vendedores de cassettes e cds pirateados.
Hoje quero trazer essas músicas, autóctones do Rif. Músicas "modernas" cantadas ou dançadas por tod@rifenh@ que se précie.
Hà duas cidades no Rif, Nador e Al Hoceima, que são diferentes em caracter, personalidade e sentir.
Nador é cidade fronteiriça, a doce quilómetros de Melilia, umha cidade que foi medrando sem moito jeito com a grande cantidade de gente de todo Marrocos que foi chegando ao reclamo da proximidade com Melilia e a saida ao mundo "europeio".
Al Hoceima é umha cidade tranquila, cheia de praias fermosas, onde o ritmo da vida transcorre muito mais lento.


Assim também as músicas são diferentes.
A música dos grupos de moços de Al Hoceima, é mais saudosa, fala do mar e das pateras, da família, dos pais, já velhos que justificam a aventura de se adentrar no mar com rumbo incerto. Mesmo falam com o mar, para que lhes seja propício e garimosso.
Tambén da saudade de amor, por ficar tão lonje da casa, na terra prometida da emigração.
As canções nadorinas, são canções alegres, falam de amor, de mulheres e homens, de raparigas belas, de seducção...
Como vedes, cada cidade, tem sua filosofia de vida.
Agora vos deixo as músicas, para que comprobedes.
As letras são na lingua tarifit, o bereber que se fala no Rif, ainda que, em cada cidade, com sotaque diferente. São criadas e interpretadas por grupos de moços da própria cidade, que as utilizam para expressar suas inquedanças e seus sonhos.
Imos là. Manhã de sol e souk.


















quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Mesturando ritmos, linguas, sões.



Hoje vou-vos contar cousas dum grupo do que gosto muito, porque mesturam com alegria e sabiamente os ritmos de cada um dos seus componhentes e seus lugares de origem. A saber:
Música tradicional da Khabila Argelina. Umhas pingas de "musette" parisina. Ecos de América Latina . Umhas notas de violino e um bocadinho de saxos e flautas na linha do funky e do jazz-funk.
Mesturamos tudo, remexemos um chisco e...Voilà EL GAFLA, listo para saborear.
Por certo, El Gafla, em árabe, significa "Improvisado, imprevisto". Algo que se faz sem o ter previsto nem planeado previamente.
Os componhentes de El Gafla, são:
Karim, autor-compositor, voz e guitarra. Um bereber da Khabila argelina que chega a Paris no 1992.
Mazigh, percusionista ,mestura de khabilenho e polaca. Toca a darbouka.
B-Roy, acordeonista de Rádio Bemba, francês de Auvergnat.
Bastien, violinista clásico que se embarcou no projecto.
Ricardo e o seu caixão, aporta o color da América Latina.
Enzo, italiano que toca a guitarra.
Hakim, argelino que toca o baixo.
Franck, saxo soprano, tenor e flauta.

No 2003 gravam um trabalho com 5 temas " Ya Bouya" O meu Pai.
No 2006, editam um novo trabalho com 13 temas:
pA/Ris-casbah.
Parte destes temas deixovo-los aquí para que podades julgar por vós mesmos.
















As letras mesuram francês, árabe e amazigh da Khabila.



sexta-feira, 25 de maio de 2007

C'est Facile





Hoje imos falar de outro artista da Khabile que faz umha música ravaleira, ainda que nao desde Barcelona, mas de Paris. Chama-se Akli d.
Umha música que nasce na sua aldeia, onde sua mae lhe cantava cantos tradiçonais.
Que nos anos oitenta foge a França por mor da repressao algeriana sobre a Khabila "A Primavera da Khabila".
Ali edita um primeiro trabalho:Anef as Trankil, no 1999.
Mais tarde é descuberto polo mago Manu Chao e, ele produz seu segundo trabalho: Na Yela.
Em ele, entre risos e tristeças conta suas experiências, suas viagens, suas penas, que coincidem com as dumha época na que a gente é maiormente nómada, move-se na procura dumha vida melhor, mantendo em todo o planeta o espírito ravaleiro.
Imos ver um trabalho onde fala do doado e do difícil que resulta , segundo os casos, ser extranjeiro. É umha versao de animaçao com desenhos de Wozniak, o dessenhador polonês dos últimos trabalhos de Manu Chao:
C'est facile.






Outra fruto de seu contato com meninhos de Chechénia, canta ao jeito dos velhos Griots mandingas a tristeça dos meninhos da guerra:





Por último, SALAM, um desejo de paz. ALEIKUM:Para Tudos

sábado, 19 de maio de 2007

O Rif que amo


Após de seis anos vivindo no Rif, nao posso evitar amar essa terra, com suas gentes, suas luitas e seus sonhos de independéncia.
Este video é umha viagem no tempo pola cidade de Alhucemas e os seus contornos, com a presência do heroi rifenho mais venerado, Abdel Krim El Khatabbi, que conseguiu unir a todas as tribos e Kabilas do Rif baixo umha bandeira,para luitar contra o ejército colonial.
Ao fim, traizoado, tivo que renunciar aos seus sonhos, como todo o povo rifenho, mas a memória pervive.
Agora que fico aquí, presa dumha doença, nao posso viajar a que ainda é minha cidade até que junho remate.
Mas para eles, esta homenagem de lembrança e amor, porque sempre o Rif vivirá no meu coraçao.



quinta-feira, 17 de maio de 2007

Amazigh


Amazigh é o nome que a étnia bereber do Norte de África se dao a si mesmos. A étnia primitiva anterior às invasoes muçulmanas procedentes da península arábiga, a mesma dos habitantes aborigens das Ilhas Canárias antes da invasao espanhola caminho da grande invasao americana.


Amazigh, amais do nome da étnia, é umha lingua, um alfabeto próprio, umha cultura e, por suposto, umha música.

Muitos amazighs hà polo Raval, e assim me consta após dos seis anos vividos no centro amazigh do norte de Marrocos, o Rif Oriental. Os rifenhos da zona de Alhucemas e Nador, pertenceriam à póla Tarifit, no Meio Atlas vivem os Amazigh e no valo do rio Souss e arredores-Agadir- os Tassoussit, a terceira póla amazigh.

Cada umha destas regioes tem diferentes dialectos da mesma lingua, que, entre eles e a nível coloquial, chamam Shelgha.


Mas também hà amazighgs na Khabília algeriana, e nos outros paises do norte de África.

Precisamente, dum músico khabilenho, quero-vos falar hoje.

Chama-se Hamid Cheriet, ainda que, no mundo da música, o seu nome é IDIR, que na lingua da Khabília, significa: Vivirá e adoita dar-se-lhe a umha criança que nasce com dificuldades e sobrevive mália tudo.

Idir ia para geólogo da companhia algeriana de petróleos , mas o açar faz que um dia, cante num programa de rádio substituindo ao cantante e, desde esa, jà nao deixou de cantar.

Esto passou no 1973 e ele era o filho dum pegureiro que estudava graças a os esforços do pai com suas ovelhas.

Mais tarde vai a París, como tantos músicos da Kabília, e alí grava seu primeiro trabalho: "A vava Inouva", música khabilenha em lingua amazigh.

Mais tarde, viriam:

Ay Arrac Nagh (1979)
Le Petit village
Les Chasseurs de lumière (1993)

E, no 1999, grava o albume "Identités", donde colaboran


Karen Matheson,Manu Chao, Geoffrey Oryema Brahim Izri, Thierry Titi Robin L'Orchestre National du Barbès , Dan Ar Braz, Maxime Le Forestier, Zebda e Gnawa Diffusion, entre outros.


Mais tarde, "Deux rives un rêve" ( que inclue umha versao em lingua amazigh da cançao de Georges Brassens "Les trompettes de la renommée" (2002)
Entre Scène et Terre (CD+DVD) .
Os seus instrumentos, amais da guitarra, sao a flauta dos pegureiros, que tocava de pequeno e os derboukas, a percusao amazigh por excelência.
Um video do seu primeiro trabalho. Os amazigh sao os grandes artesaos que ainda quedam perto de nós



Este, desde Alhoceima, minha última casa.



Meninhos que me trazem lembranças



Um dueto com Khalida Messaoudi:
Denia
http://www.goear.com/listen.php?v=e95f9a8
Ao fundo, escuitam-se os aturuxos das mulheres bereberes, típicos das festas.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

O moço que disfruta bailando


Essa é a tradução de Cheb Balowsky, o grupo que vos vou apresentar hoje, e que vi só umha vez na Foliada de Lalim, coma a outros grupos ravaleiros. Mas escuito sua música a cotio, porque me abre umha porta à festa em meu coração nómada.
Cheb é umha palavra árabe que significa moço, jove, e alude ao seu cantante,Yaciine Belahcene, um algeriano que levava 19 anos em El Raval.
Balowsky, é um adjectivo derivado do verbo polonés "Balovac", que significa : divertir-se dançando.

O grupo de onze, empezam sua andaina como tal, no ano 2000, encarnando a mais pura esséncia ravaleira: Mestura de músicas, de linguas, culturas...Com tudo esso vão fazendo sua música.

Cantam em:
" Argelino, catalán, castellano, francés, y a veces en euskera, en rumano... hacemos investigación en la lingüística para intentar mandar un mensaje un poco internacionalista. Nuestra música es una herramienta para romper fronteras; nosotros lo tenemos muy claro, no estamos de acuerdo con las fronteras porque crean ignorancia y miedos."
Pois assim é El Raval. Talmente.

Como trabalham?
Pois que sejam eles mesmos quem falem:

"Cada uno tiene su visión de la música y creo que esa es la magia de Cheb Balowsky, que cada uno interpreta la música de una manera distinta y es la mezcla que hay lo que hace que suene. Nadie manda, uno trae un tema y luego hay un trabajo colectivo".

Ou:" Yacine, el "cheb" cantante llegó desde su Argelia natal para echar raíces en Cataluña, donde formó esta gran orquesta mediterránea en la que están presentes el Raí, el reggae, ragga, el funk, aires italianos y del este europeo, el rock... una amalgama de estilos que se vuelven uno solo de la mano de CHEB BALOWSKY. "

"Esta banda arraigada en Barcelona ha sabido mezclar en su taboulé particular un crisol de ritmos que suben del África Negra y del Magreb al Maresme como una caravana festiva y multicolor. Vientos y tambores, instrumentos tradicionales y una producción rockera, convierten a Potiner, su último álbum, en el penúltimo manifiesto de un contagioso mestizaje musical que reivindica el papel de Barcelona como capital de la fusión."

"Cheb Balowsky presentará su segundo disco, Putiner, un álbum producido por Stéphane Carteaux, técnico habitual de directo de la banda y antiguo bajista de Color Humano: Este nuevo trabajo representa un avance en el desarrollo artístico del grupo que se caracteriza por el groove de los temas y su densidad rítmica, cruzando continuamente melodías que giran entre lo flamenco, lo balcánico, lo árabe y lo Mediterráneo, la encrucijada de la banda. Entre las colaboraciones artísticas, cabe destacar las de Kultur Shock, Radio Bemba, Iñigo Muguruza o La Carrau. "


Todas estas opiniões dos entendidos, daram-vos umha ideia do que é a música do Cheb Balowski e sua filosofia.
Até onde eu sei, após o ano 2000, que se jumtam para fazer música, editam tres trabalhos:
O primeiro, no 2001,Bartzeloona.
Em ele juntam violino, saxo, trompeta, piano, bateria e todo tipo de percusões.
Um disco com composições incriveis, porque são coma umha viagem pola variedade e a beleça do mundo a travês da música mágica e livre que fazem estes onze magos:


"Yacine BELAHCENE BENET : voces, karkabús y bendir
Dani CLAVERA FONTQUERNI : batería
Santi EIZAGUIRRE ANGLADA : guitarra y coros
Jordi FERRER SAVALL "TITO" : trompeta y coros
Jordi MARFA VIVES "MARFI" : violín, voces y coros
Marc LLOBERA ESCORCA : Bajo
Arnau OLIVERES KÜNZI : Pilas, campanas, guache y la "flaga"
Daniel PITARCH FERNANDEZ : piano y teclados
Marcel PIE BARBA : saxo alto, voz y coros
Xabi REQUEJO COLOMER "REKE" : Guitarra
Isa VINARDELL FLECK : baile, voz y coros ."

No 2003, editam um novo trabalho "Potiner"-Potiner é o nome em francês para um artesão do barro, um oleiro. Polas beiras das estradas marroquinas frequentadas polos turistas, sempre há postos que oferecem as multicolores peças destes artesãos. As "poterie", onde podes mercar pratos para pendurar da parede ou para comer o cûs-cûs, com dessenhos imaginativos, tradizionais, e preciosos. Também testos para as plantas, cinseiros...São um espectáculo de colorido.

E, por último, no 2005, o último, "Plou Plom". "Chove Chumbo"-

E digo o último, porque eles também se separam, coma já fixeram DUSMINGUET.
Ademais dos discos, participam em muitos encontros de músicos, festivais, concertos, no movemento Luchaamada, como já vimos em Golem System, na Foliada de Lalim, e em muitos mais por toda Europa.
Agora, o seu cantante, leva o seu caminho por separado numha nova formaçao, "Nour" que significa luz, em árabe, onde também se integrarom outros dous músicos da cena barcelonina.
Mas a mim tanto me tem .
Seguirei a disfrutar da sua música alquímica, mesturada, mestiça, multilingue, multicultural, mágica,RAVALEIRA por excelência.
EEEEEEIWA!!!!!
É o berro de guerra dos magrebis quando tão de festa.
Pois esso.
EEEEEEEEEEIIIIWA!!!!!.









sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Samir El Quichiri


Samir El Quichiri era um moço de Oujda, -Alguém sabe onde queda Oujda?- De seguro que a maioria de espanhois, não tem nem ideia, quando Oujda fica mais perto de Almeria que A Corunha. Mas assim é a informação que temos do mundo , centralista e única.
Oujda é a última cidade de Marrocos, na fronteira com Algéria, perto de Saidia, onde Fadesa construe à beira da praia de perto de quarenta quilómetros que os dous paises compartem, com policia de fronteira incluida, no meio da praia.
Fadesa construe na parte de Marrocos. A banda de Algéria, não a conheço.
Mas conheço Oujda, umha cidade aberta, luminosa, a miudo percorrida por ventos do Sara, que trazem vagas de areia que não deixa ver. Mas também umha cidade preciosa, de corte francês, polos tempos da ocupação, com grandes boulevares, amplos cafés, muitas livrarias, por ser o centro universitário de boa parte dos estudantes do norte de Marrocos, umha medina pequena e tranquila, e umha gente muito amável e respetosa.

Pois ao que iamos. No 1992, o ano das olimpiadas e do começo da transformação urbana da cidade, Samir, um moço de Oujda de vintetrês anos, vem a Barcelona para ver as olimpiadas. Ele
é já um grande músico. Tem mais de trinta cassettes gravadas em seu pais, que se vendem muito bem.

Em Barcelona conhece a umha noia de Sant Boi, namora-se e estabelece-se em Cornellà, onde empeça a se mover para atuar no teatro, no cinema, e na música.

Assim xurde o primeiro grupo de Raí de todo o estado espanhol: Chab Samir.

E muitos diredes: E que vem sendo Raí?
Outra vez a informação embiculada-de embigo. Desculpas polo palàvro que acabo de inventar-

Pois Raí é umha música nada em Algéria, arredor do 1900, arredor da cidade portuária de Oran. Suas origens vem das antigas tradições religiossas muçulmanas e a música folclórica bereber.
A palàvra Ra'yy significa ponto de vista, opinião, conselho. As opiniões dadas na forma de canções.
A música Raí logo se populariçou, por ser um estilo de música muito bom para dançar, suas letras singelas mas muito próprias.

Até o 1985 as transmissões radiofónicas de música Raí ficavam proibidas em Algéria mas, mália os intentos de dous governos por o apagar, hoje fica estendido por todo o mundo.
Seus representantes mais conhecidos são Cheb Mami, Cheb Khaled, Faudel...
Eles foram o ponto de referéncia do moço Samir El Quichiri quando empeçou em Barcelona. Cantava versões das suas canções, mesturando-lhe temas da música popular marroquina, e assim ia actuando polas festas organizadas polas ONG's,para públicos básicamente inmigrantes.
Pouco a pouco vai encetando a criação dumha banda e de temas próprios que falam da realidade de outros ravaleiros, os inmigrantes marroquinos.
"Qué dificil ser
un marroquí en España..."
Também faz aparições em filmes, e colabora em projectos de outros músicos .
Com sua banda :Pep Mendoza :guitarras, Sergio Ramos: bateria, J.Francesc Romero: saxos e teclados, Javier Mendez: baixo, Mohamed Souleimane: violín e Martí Perramón: derboukka, e percusões, publica seu disco: Chab Samir.

A música é, segundo opinião da prensa:"un rai urbano, con influencias de flamenco, jazz, rock y hiphop y textos tanto de Samir como de poetas Marroquíes, contando la dura realidad de la vida de los inmigrantes magrebíes en Europa."
Ou:“... la música de Samir es una madura fusión de rai con flamenco, jazz, rock y hiphop..... si Samir viviera en París, todo el mundo habría oído hablar de él.... "

Raí de Cheb Khaled:

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Raí de Cheb Mami: