quinta-feira, 21 de junho de 2007

Macho e fémia


Seguindo com os instrumentos de parche, ou membranofones, atopamos os Bongós, segundo Fernando Ortiz, etnógrafo cubano, “la más valiosa síntesis en la evolución de los tambores gemelos lograda por la música afrocubana”.
Ta composto por dous tambores de madeira com cadaenseu parche, cinguidos por uns aros e umhas chaves metálicas para tensar - Ao começo tensavam-se com calor-.
Os tambores sao de forma cónica e hà um mais grande-a fémia- e outro mais pequeno-o macho-.
A fémia vai à dereita e o macho à esquerda. Vao unidos por um lado por umha peça de madeira.
Seica na sua origem tinham umha finalidade religiosa:
" Existe información que hace pensar que su origen proviene de unos tamborcitos hechos con duelas de madera de pequeñas bateas y cuero fino de venado utilizados para rezos a Elebwa (deidad de la religión afrocubana) o de otros, usados por pares, como ofrenda a los ibbeyis (deidades mellizas en los culto de santería)."
Agora, após de que Benny Moré, o Trio Matamoros ou Arsénio Rodríguez os populariçaram sao um elemento presente em todas as orquestras e grupos "salseros" ou nao tanto, do mundo.



quarta-feira, 20 de junho de 2007

Instrumentos


Antes de seguir adiante, gostaria de vos amosar algúns dos instrumentos dos que imos falando em cada umha das músicas mais ou menos peculiares que imos vendo.
Em primeiro lugar, quero-vos amosar os instrumentos de percusao. Começo polo mais típico da naçao amazigh, onde vivi até o de agora, a variante de tambor chamado Darbuka, instrumento membranofone, feito cumha caixa de cerámica ou madeira e um parche de badana. Agora jà os fao de plástico.As vezes, podem ir dous de diferentes tamanhos juntos para tocar ao tempo.



Da mesma família, mas de diferente timbre, é o Bendir, umha espécie de pandeiro das músicas árabes, de 40 cm. de diámetro, feito com pele de cabra. No aro leva duas láminas metálicas que soam ao ser tocado e, por dentro, várias cordas de tripa que lhe dao mais resoança. Neste video podedes aprezar as diferenzas entre o Bendir e o Darbuka

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Outro instrumento usado em quase todas as músicas é a nossa Pandeireta, ou também o Pandeiro, -Umha é pequena e leva forrinhas. Tócase sostida numha mao. O outro é mais grande e toca-se apoiado no peito, ou ao estilo árabe, sostendo-o nas maos e tocando só as beiras
.A pandeireta é utilizada maiormente polas mulheres,em quase todas as músicas populares.
Em árabe, estes instrumentos, chamam-se Daff:


As pandereteiras galegas:


Ou no Brasil:


O Serrote, que serve para cortar madeira, mas que também pode funcionar coma um violino, se se coloca ao jeito, como faz Pulpinho de Viascon.

O Timbal, formado por umha caixa de cobre e um parche que se golpeia cumha baqueta. Se se afina, pode reproducir notas musicais.

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Amanhà ei trazer mais instrumentos.:
Congas, Yembês,bongós, e algum mais que quede por aí das músicas ravaleiras. Jeitos diferentes de vibrar, frequências diferentes que se perdem no ar , e que formam ondas que chegam à praia do nosso coraçao.
Asmúsicas de percusao sao as melhores para entrar em trance e acadar a conexao com esse ponto de vazio infinito que fica aló, agochado no nosso centro. Esse ponto irracional e inconsciente que nos une com a natureça.
Aperta.

sábado, 16 de junho de 2007

Urban Trad.





Urban Trad
é um grupo de música Belga, cumha voz feminina de raiz galega: Verónica Codesal.
O projecto nasce em maio do 2000 impulsado por Yves Barbiuex. Mais tarde forom incorporando-se outros músicos:
* Yves Barbieux: Flauta, Gaita direçao artística
* Veronica Codesal: Vocalista
* Soetkin Collier: Vocalista
* Philip Masure: Guitarra
* Michel Morvan: Batería
* Dirk Naessens: Violino
* Sophie Cavez: Acordeao
* Cedric Waterschoot: Baixo.
Segundo eles, definem-se como:

Música Tradizional Europeia do século XXI.

Levam participado em múltiplos festivais por todo o mundo:

Festival international de Louisiane (USA), Brussel''s Eurythmix (Belgium), Dranouter Festival (B), Francofolies de Spa (B), Colors of Ostrawa (Czech Republic), Llanes al Cubo (Sp), United Islands of Praha (Czech Republic), International Festival Tilburg and Leeuwaarden Celtic Nights (The Netherlands), Andar per Musica (Italy), Triskell Festival (It), Skagen Festival (Denmark), Aymon Folk (France), Tondela Festival (Portugal), BBC Live (UK), Santiago Festival (Sp).

A sua base sao instrumentos acústicos: Violino, acordeao, flautas,amais do canto, sostidos por ritmos de percusoes e trebelhos modernos, que lhe dao um estilo que engancha tanto com a música de tradiçao como com a modernidade.
A partires do ano 2004, e após o seu passo polo festival de Eurovisao de Letónia, o grupo marca um novo giro na sua música, colhendo influências de (Escandinávia, França, Espanha, Paises do Leste da Europa ).

Seus trabalhos, por orde de apariçao, sao:
Kerua
One o Four
Elem
Erbalunga


Umha das vozes femininas de Urban Trad, é Verónica Codesal, nada em Uccle -Belgica- de pais galegos.
Ademais de cantar com os Urban Trad, ela leva o grupo Ialma: grupo galego de canto ( www.ialma.be)
É ademais, profesora do grupo galego de baile " Foliada " ( www.muziekpublique.be).
Umha rapariga muito aleuta, ao que se ve.

Segundo as críticas, "Una hija de emigrantes gallegos, Verónica Codesal, cantante, panderetera y gaitera, es la responsable de que el sonido de Urban Trad esté plagado de un sugerente aroma que nos trasporta hasta las playas y los acantilados de la más actual y atemporal de todas las Galicias. Los instrumentos acústicos esenciales en la tradición celta como el acordeón, el violín o las flautas bailan y brincan sobre contagiosas bases rítmicas y equilibradas programaciones electrónicas, desembocando en un maravilloso torrente de energía y musicalidad ."

Desculpaçoes polo de "Panderetera" e "Gaitera", mas é que a crítica vinha em castelam.
Que malamente soa, nao?




Kora africana com gaita. Nao ta mal.Esta é umha peça na que convidarom a amigos de diferentes territórios musicais.

Estoutro é dende Fisterra, aló na Bretanha:



Diferentes momentos da gravaçao de Erbalunga:

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Vozes femininas


Estes dias vou tentar trazer vozes de mulheres europeias que cantam.Expresam seus sentimentos,suas emoçoes, seus desejos, cantando.
Os jeitos sao muito variados.

Para mim, tudas tem algo em comûm, e mesmo os cantos se semelham entre sim. Porque as culturas nascem tudas da mesma raiz: A capacidade de emoçao do coraçao humano.

Este primeiro video de hoje, quer ser umha metáfora do que pode ser a visao do mundo dende o lado "feminino", simboliçado, neste caso, pola voz grega de Elefthéria Arvanitaki, fronte à visao mais "masculina", emquanto a valores sociais, nao falo de homens e mulheres, que ambos temos as duas possibilidades de ver o mundo, do grupo de Hiphop Rodes:



Aquí, moças euskalduns ensaiando a cançao da "Korrika" ou carreira a prol da lingua euskera.
A "Korrika" faz-se cada dous anos e tem suas normas:

"Korrika"

"La Korrika, («corriendo» en español) es una marcha reivindicativa que se realiza corriendo por toda Euskal Herria, en apoyo a la lengua vasca, el euskera. Su promotor es la asociación de euskaltegis (academias de euskera) AEK. Se suele celebrar cada 2 años y tarda unas 2 semanas en recorrer todo el territorio. El recorrido, que suele rondar los 2.300 kilómetros varía en cada edición. La peculiaridad de esta marcha es que no para por la noche. Desde que sale hasta el final, el testigo va pasando de mano en mano y pueblo por pueblo sin detenerse en ningún momento. La primera Korrika se realizó en 1980 y desde entonces se lleva a cabo cada 2 años. En 2007 se celebró la 15ª edición.
A la cabeza de la marcha suele ir la persona que posee el testigo. Cada kilómetro de la marcha lleva el testigo una persona o asociación que «compra los kilómetros» para ayudar económicamente. El testigo está formado por un palo de madera tallada, que se conserva desde la primera edición, y la ikurriña, formando una bandera.

Tras el testigo, se forma la cabecera de la marcha que posee una pancarta en la cual se lee un lema, que cambia cada año. Así, en 2005 el lema elegido fue Euskal Herria euskalduntzen. Ni ere bai! («Euskaldunizando Euskal Herria. ¡Yo también!» en castellano), mientras que el de 2007 fue Heldu! Hitzari, lekukoari, elkarlanari, euskarari, herriari («¡Agárrate! A la palabra, al testigo, al trabajo en común, al euskera, al pueblo»). Tras esta pancarta se concentran el resto de participantes, que corren unos kilómetros en un gran ambiente, con música y animadores a lo largo de todo el trayecto.

De forma paralela, se organizan distintos actos culturales en apoyo al euskera a lo largo de todas las poblaciones por las que discurre el trayecto, desde varios meses antes. Estos actos se denominan Korrika Kulturala.

15ª edición, 2007

Del 22 de marzo al 1 de abril. Desde Carranza (Vizcaya) a Pamplona (Navarra). El objetivo económico de esa edición fue la financiación de dos nuevos euskaltegis en Pamplona y en Baiona."





E a voz mágica de Dulce Pontes:
Povo que lavas no rio...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Tudo Organizado


Jà podés passar polo blogue do Asalto ao Castelo para verdes o programa, os grupos, as actividades para os mais pequenos, o cartaz...

Seguro que ides gostar. Os rapazes de Axvalso levam muito tempo organizando...

As voces de mulheres em Europa





As vozes das mulheres resoam por toda Europa, dende os Balcaes à Serrra da Capelada.
Velaí um exemplo:
Dende Bulgaria:
Tradiçao e modernidade










Stoyan Yankoulov & Elitsa Todorova




Dende a Galiza:

Mercedes Peon:




As Cantigueiras com Carlos Nuñez:

sábado, 9 de junho de 2007

Sibérie



Sibérie é o nome em francês dumha das regioes mais frias e inhóspitas do planeta. Grandes estepas cubertas de neve branca e fria e rios geados.
"Sibérie m'était contée"É o título dum trabalho intimista, parisino e cum aquel de ar circense que Manu Chao publicou no 2004.As cançoes erao:

1.- Le p'tit jardin
2.- Petite blonde du bld Brune
3.- La valse à Sale Temps
4.- Les mille Paillettes
5.- Il faut manger
6.- Helno est mort
7.- J'ai besoin de la lune
8.- L'automne est làs
9.- Si loin de toi je to joue
10.- 100 000 remords
11.- Trop tot' trop tard
12.- Te tromper
13.- Madame Banquise
14.- Les rues de l'Hiver
15.- Siberie fleuve amour
16.- Les petites Planètes
17.- Te souviens tu
18.- J'ai besoin de la lune
19.- Dans mon jardin
20.- Merci bonsoir
21.- Fou de toi
22.- Les yeux turquoise
23.- Siberie

É tal vez, entre nós, o menos conhescido, mas, para mim, é tao fermoso, que nao me posso resistir a vos trazer algumhas cançoes que adoro.
Ademais, o facto de ser em francês, também é um ponto ao seu favor,para mim, porque é um idioma que me parece muito fermoso.
Estas sao as palàvras de Manu Chao para definir o trabalho:

"son letras que hablan del invierno, del amor con todas sus caras, de la agonía, de sombrías calles parisinas mojadas" y también de la muerte de Helno, cantante de Les Négresses Vertes, fallecido hace doce años."
"para mí este disco viene a ser mi particular ´Invierno en París´, porque mi Siberia particular siempre ha sido París, donde las relaciones humanas escasean, de forma cruel. Allí me pasé treinta inviernos, me juré que ya estaba bien, y ahora, asombrosamente, acabo hablando de ello".

Tudos passamos a nossa Sibérie particular em algúm momento da nossa vida nao é?
E eu que acreditava em que París era a "Cidade da luz...". Tudo é relativo.

Diferente a todos os seus trabalhos anteriores, ao meu ver. Aquí vos deixo umhas mostras por se gostades.
Aperta.






















Quem diria que "Monsieur Sarkozy" ia arrasar após dous anos...!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Turkia














Seguindo com o passeio polos múltiples "Raval" que Europa tem,chegamos a um pais incrível cumha música que faz vibrar as emoçoes dende o vermelho ao anhil, passando por toda a gama de colores do arco da velha.
É o caso de Husnu Senlendirici, que, como os músicos dosa pBalcaes, utiliça o clarinete como caixa de resoancia do seu coraçao.
Velaí:

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Também um músico que utiliça sua voz para nos contar histórias dos ravaleiros mais desfavorecidos desta Europa que semelha tao rica e boa mae de tudos, mas, que, nao é assim:
Volkan Konak:

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Ou juntos:

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sábado, 2 de junho de 2007

Ao outro lado dos balcaes


Vemos que os paises da área dos Cárpatos e os Balcaes tem músicas bem peculiares.
Hoje imos falar da música grega, umha música cheia de ritmos de dança e sospiros de montanha e mar.
Este video é de Elhefteria Arvanitaki e Manos Ahalinotópoulos





Em ele, vemos a Eleftheria Arvanitaki e a Manos Ahalinotópoulos interpretando sua música.
Também a Haris Alexiou, A "Haroula", do público grego:





Quem pode esquecer esta cena de Zorba, con Sirtaki na praia?





Outro dia falaremos mais da música grega.
Apertas.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Danças




Dentro da música dos paises do Leste europeu, hà ritmos e danças de ritmos vertiginosos emquanto à música, mas tranquilos emquanto a movementos que adoitam ser circulares, colhidos os dançantes das maos ou do braço.
Umha destas danças é originária de Sérbia, mas também de dança em todos os paises do entorno: Bosnia, Croàcia, Montenegro, Moldávia, Macedónia,...
A dança chama-se "KOLO" e aquí vos deixo duas mostras da sua música:
Umha tocada com acordeao por Mirko Kodic:





Outra com violino e demais orquestra:





Vede agora como é esta dança num dia de festa num povo, com seus autobuses de romaria , saudos entre os vizinhos,"modelitos" de domingo,e demais: