sexta-feira, 25 de maio de 2007

C'est Facile





Hoje imos falar de outro artista da Khabile que faz umha música ravaleira, ainda que nao desde Barcelona, mas de Paris. Chama-se Akli d.
Umha música que nasce na sua aldeia, onde sua mae lhe cantava cantos tradiçonais.
Que nos anos oitenta foge a França por mor da repressao algeriana sobre a Khabila "A Primavera da Khabila".
Ali edita um primeiro trabalho:Anef as Trankil, no 1999.
Mais tarde é descuberto polo mago Manu Chao e, ele produz seu segundo trabalho: Na Yela.
Em ele, entre risos e tristeças conta suas experiências, suas viagens, suas penas, que coincidem com as dumha época na que a gente é maiormente nómada, move-se na procura dumha vida melhor, mantendo em todo o planeta o espírito ravaleiro.
Imos ver um trabalho onde fala do doado e do difícil que resulta , segundo os casos, ser extranjeiro. É umha versao de animaçao com desenhos de Wozniak, o dessenhador polonês dos últimos trabalhos de Manu Chao:
C'est facile.






Outra fruto de seu contato com meninhos de Chechénia, canta ao jeito dos velhos Griots mandingas a tristeça dos meninhos da guerra:





Por último, SALAM, um desejo de paz. ALEIKUM:Para Tudos

sábado, 19 de maio de 2007

O Rif que amo


Após de seis anos vivindo no Rif, nao posso evitar amar essa terra, com suas gentes, suas luitas e seus sonhos de independéncia.
Este video é umha viagem no tempo pola cidade de Alhucemas e os seus contornos, com a presência do heroi rifenho mais venerado, Abdel Krim El Khatabbi, que conseguiu unir a todas as tribos e Kabilas do Rif baixo umha bandeira,para luitar contra o ejército colonial.
Ao fim, traizoado, tivo que renunciar aos seus sonhos, como todo o povo rifenho, mas a memória pervive.
Agora que fico aquí, presa dumha doença, nao posso viajar a que ainda é minha cidade até que junho remate.
Mas para eles, esta homenagem de lembrança e amor, porque sempre o Rif vivirá no meu coraçao.



quinta-feira, 17 de maio de 2007

Amazigh


Amazigh é o nome que a étnia bereber do Norte de África se dao a si mesmos. A étnia primitiva anterior às invasoes muçulmanas procedentes da península arábiga, a mesma dos habitantes aborigens das Ilhas Canárias antes da invasao espanhola caminho da grande invasao americana.


Amazigh, amais do nome da étnia, é umha lingua, um alfabeto próprio, umha cultura e, por suposto, umha música.

Muitos amazighs hà polo Raval, e assim me consta após dos seis anos vividos no centro amazigh do norte de Marrocos, o Rif Oriental. Os rifenhos da zona de Alhucemas e Nador, pertenceriam à póla Tarifit, no Meio Atlas vivem os Amazigh e no valo do rio Souss e arredores-Agadir- os Tassoussit, a terceira póla amazigh.

Cada umha destas regioes tem diferentes dialectos da mesma lingua, que, entre eles e a nível coloquial, chamam Shelgha.


Mas também hà amazighgs na Khabília algeriana, e nos outros paises do norte de África.

Precisamente, dum músico khabilenho, quero-vos falar hoje.

Chama-se Hamid Cheriet, ainda que, no mundo da música, o seu nome é IDIR, que na lingua da Khabília, significa: Vivirá e adoita dar-se-lhe a umha criança que nasce com dificuldades e sobrevive mália tudo.

Idir ia para geólogo da companhia algeriana de petróleos , mas o açar faz que um dia, cante num programa de rádio substituindo ao cantante e, desde esa, jà nao deixou de cantar.

Esto passou no 1973 e ele era o filho dum pegureiro que estudava graças a os esforços do pai com suas ovelhas.

Mais tarde vai a París, como tantos músicos da Kabília, e alí grava seu primeiro trabalho: "A vava Inouva", música khabilenha em lingua amazigh.

Mais tarde, viriam:

Ay Arrac Nagh (1979)
Le Petit village
Les Chasseurs de lumière (1993)

E, no 1999, grava o albume "Identités", donde colaboran


Karen Matheson,Manu Chao, Geoffrey Oryema Brahim Izri, Thierry Titi Robin L'Orchestre National du Barbès , Dan Ar Braz, Maxime Le Forestier, Zebda e Gnawa Diffusion, entre outros.


Mais tarde, "Deux rives un rêve" ( que inclue umha versao em lingua amazigh da cançao de Georges Brassens "Les trompettes de la renommée" (2002)
Entre Scène et Terre (CD+DVD) .
Os seus instrumentos, amais da guitarra, sao a flauta dos pegureiros, que tocava de pequeno e os derboukas, a percusao amazigh por excelência.
Um video do seu primeiro trabalho. Os amazigh sao os grandes artesaos que ainda quedam perto de nós



Este, desde Alhoceima, minha última casa.



Meninhos que me trazem lembranças



Um dueto com Khalida Messaoudi:
Denia
http://www.goear.com/listen.php?v=e95f9a8
Ao fundo, escuitam-se os aturuxos das mulheres bereberes, típicos das festas.

terça-feira, 8 de maio de 2007

As voltas que da a vida


Se na entrada anterior, falava da ledícia do re-encontro com a música de Fran Pérez Narf, hoje, olha por onde, chegou a mim umha música do pais onde nos conhescemos, no 91, na Silésia Polonesa.

Ainda lembro as palàvras aprendidas em polonês para nao ter que andar a fazer de galinha quando queria polo, como aquele dia quando chegamos, às tres da manhà à estaçao de comboio de Jelénia Góra e o bar era um fervedoiro de gente comendo caldo de repolo, polo, café e demais.

Se algûm dia ides a Polónia, tendes que saber que um chà é um "herbata" um geado "lodi", umha salchicha, "kilbassa", o polo , "kurzack" e assim nao vos veredes dando-lhe às aças e cacarejando coma umha galinha fronte à barra do mostradorr, mentras o camareiro chama pola cozinheira para que veja o espectáculo.

Ainda que suposso que, agora, em plena era CEE, Polónia jà nao é o que era no 91.


Bem. Pois o grupo de músicos dos que vos vou falar hoje, nao é de Silésia, mas da Galitzia polonesa, aló por umha cidade preciosa com cúpulas de láminas de ouro e um dragao que bota lume na sua muralha.

Falo de Krákov, ou Cracóvia, umha cidade fermosa quando eu a conhesci, cum bairro judeu abandonado que começava a re-nascer- Kazimierz- uns cafés modernistas muito fermosos e numerosas galerias de arte, onde por poucos zlotys podias mercar um debujo do castelo de Bábel, ou um jinete polonês, ou um ôvo de madeira pintado.

Umha nuitinha, sentada na Praça, fronte à Catedral da coroa de ouro na torre, vi umha chuva de estrelas fugazes, as Perseidas, e pensei que esse era o momento mais belo da minha vida.


O grupo do que falo, chámase KROKE.

Kroke significa Cracóvia, em yiddish, e formou-se, olha por onde, no ano 1992.

Compoe-na

Tomasz Lato (contrabaixo), Tomasz Kukurba (viola) e Jerzy Bawoł (acordeao), velhos amigos e graduados na Académia de Música de Cracóvia.


No 2003, uniu-se à banda o percusionista Tomasz Grochot.


A sua música tem componhentes klezmer a música dos judeus askenazies de Europa Oriental, que se caracteriza por emitir soes de vozes humanas que soam como instrumentos-no primeiro tema ,se escuitades atentamente, decatarés-vos- assim como sefardís. Também influenças de jazz e música clásica.


A sua discografia:


Trío - Klezmer Acoustic Music (RIENCD04) (Oriente 1996)
Eden (Oriente 1997)
Live at the Pit (Oriente 1998)
Sounds of the Vanishing World (RIENCD24) (Oriente 1999)
Ten Pieces to Save the World (Oriente 2003)
East Meets East (EMI 2003)
Quartet - Live At Home (RIENCD48) (Oriente 2004)





sexta-feira, 4 de maio de 2007

A fascinaçao do re-encontro


Depois de nove anos vivindo ao pé do Mediterráneo, polo Raval e o Rif, volvo à esta beira atlántica húmida e verde, coma o leito dum rio, e as emoçoes apilam-se em meu coraçao coma graos de trigo numha tulha cheia a arrabentar.
Após de viajar de Barcelona à Galiza, seguindo a Per Loca, a pele e a memória vao-se humedecendo com as lembranças e o peito ameaça estoupar coma umha gesta de chirumas amarelas na primavera.
Lembro a viagem mágica que fisse com os Chévere a Jelénia Góra,no Sul da Polónia mineira, com parada em Praga e em Berlim, aló polo ano 91.
Daquela, o personagem do que vos vou falar era um moço novo que colaborava com Chévere, que tocava em Nicho Varulho, com Pepe Sendón e Carlos. Também nos Kinindiola.
Depois fundarom a Psicofónica de Conxo, e a sua actividade fui baixando além do pai Minho , para a banda de abaixo, onde ficam nossos irmaos de língua, de cultura, e de origem...

Hoje, ao ouvir as cançoes de Fran Pérez, Narf, senti umha vaga de fascinaçao, de admiraçao polo incrível trabalho deste homen, que faz poesia e música como poucas vezes ouvi.
Que une o norte e o sul do Minho numha irmandade que soa real, verdadeira.
Para que saibades mais cousas sobre tudo esto, vou trazer uns textos da sua página, porque eu agora só posso falar das emoçao do re-encontro.
Logo deixarei-vos umhas gravaçoes para que disfrutedes.

"narf é a identidade máis sintética e acústica de Fran Pérez, compositor e cantor da Galiza que reparte a súa actividade entre o teatro e o rock. No teatro, recibiu diversos premios polas súas composicións, sobre todo na súa época con Chévere en espectáculos como "Rio Bravo" ou "Annus Horribilis", escritas en sociedade con Pepe Sendón. Tamén colaborou con grupos como Mofa e Befa, Compañía de María, Ollomoltranvía entre outros. Traballou e traballa profusamente en Portugal, en especial con Trigo Limpo Teatro ACERT. No rock, é membro da psicofónica de conxo, con quen leva editados dous discos: 'Psicópolis' e 'Extramundi'. Fran presentou no 2003, como compositor e director musical, o CD-ROM 'O Labirinto dos Soños" e a súa adaptación teatral en portugués, na que tamén participou como actor co grupo Trigo Limpo. Na actualidade, está a compor a música para a continuación de O Labirinto dos Soños: a serie de animación para tv, 'Ventura na Illa de Hypnos'.Resultado desta variada experiencia é esta síntese na que a canción como fórmula poética cobra un protagonismo claro, desprovisto de artificios. Acompañado apenas por dous músicos, Marcos Teira coa sua guitarra de sonoridades flamencas, e Pepe Sendón ao vibráfono e a percusión, NARF ofrece um concerto acústico no que a orixinalidade e a sinxeleza son as mellores compañeiras dunha voz.

Ou

"Narf é o proxecto máis persoal de Fran Pérez. E para darlle forma contou con dous amigos e colaboradores de longa data. Con Pepe Sendón, Fran partillou infinidade de proxectos: desde os iniciais grupos de rock como Nicho Varullo e Os Kinindiola, ata encetar a súa carreira como compositor para teatro con Chévere ou Trigo Limpo. Últimamente comparten a creación do proxecto multimedia "O Labirinto dos Soños". Marcos Teira xa formara parte d'Os Kinindiola a principios dos 90, e logo volveuse a reunir con eles para formar "A Psicofónica de Conxo" e colaborar en moitos outros proxectos. Na actualidade, no seu traballo como NARF, o trio aposta por explorar a esencia das cancións cunha instrumentación reducida. A combinación da guitarra acústica de Fran, a guitarra flamenca de Marcos, acompañadas ben pola percusión do caixón, ben polo timbre envolvente do vibráfono de Sendón, son os lenzos nos que se arroupa a persoal voz de Fran, unha voz que por primeira vez se recrea cantando ao servizo dun proxecto á súa medida.

A primeira gravaçao que vos deixo, é muito recente.
Pertence à sua atuaçao na homenagem a José Afonso e ao 25 de Avril celebrada em Vigo hà umhas semanas:





Estoutra é muito fermosa : Um poema de Moçambique: Quero ser tambor:



domingo, 29 de abril de 2007

Música galega em origem. Os cantos das mulheres


Assim como viamos em Barcelona como a rumba nascia nas festas dos ziganos do Bairro de Gràcia, que tocavam e cantavam em baptiços e casamentos, também na Galiza hà umha música que, em geral, era cantada por mulheres, os sábados e os domingos pola tarde, numha eira qualquera do lugar, acompanhada por pandeiretas, para juntarem-se os moços e moças e passar a tarde.
Nestas juntanças, e mentras cantavam e tocavam as pandeireteiras, nasciam namoros, ciumes, às vezes anojos, cantigas para amolar a alguém. De tudo havia.

Hoje, hà um grupo de mulheres com vozes de ouro e pandeiretas de repinique celestial que investigam e recuperam estas cantigas, dándo-lhe um estilo muito persoal e incorporando novos soes
A mim fascina-me ouvi-las, e espero que a vós também.
Sao Felisa, Ana, Mercedes, Montserrat e Patrícia, que formam o grupo Leilia.
Tem publicado quatro trabalhos, todos eles com cantigas recolhidas por toda a Galiza:
Son de Leilia
Madama
I é verdade
Leilia
ademais de terem colaborado com outros grupos .

Neste primeiro video, do grupo de folcore galego Ruada, vemos umha mostra do que podia ser umha destas tardes de pandeiretada e dança.





Logo vermos as versoes de Leilia.

Espero que sejam do vosso agrado.















quinta-feira, 26 de abril de 2007

Pulpiño Viascon


Segundo diz a página komunikando.net


"Músico, compositor, actor, clowm, multi-instrumentista.Toca 12 instrumentos dos que destaca a bateria, o acordeon diatonico, o serrom, a voz e a gaita.
Demacrados, La verguenza nacional, Zorza el griego,Os verjalludos, Escupe escapa, Irmans bochechiñas, Os diplomaticos de Monte Alto, Teck pileck (frankfurt), O jarbanzo negro (Amsterdam) son unhas das formacions nas que foi membro fundador.
Traballou como músico clowm en circos como Kran, Roncalli (Suiza), Ateneu Nou Barris de Barcelona.
Ten colaborado en discos con “Susana Seivane” (serrom e trompeta) mares de tempo. ” Manu Chao” (serrom, trompeta, bombo, pajaritos) siberia.
Colaboracions en concertos con:Pablo Novoa, Manu Chao, Susana Seivane, Mastretta, Siniestro Total, Os diplomaticos de Monte Alto e Tonino Carotone."


Participa na Per Loca com In the ocean, onde toca todos os instrumentos ele sozinho.


Seus Novos projectos, seica sao:


Fiestas populares (Juan Navarro), teatro musical, home orquesta.


Galegoz (electro-funky-salsa).


On the bass (dj’s con voz) dub raga.


Bonovo (midi musical, con zanfona, acordeon e bat elec).


La sonora callejera (humor musical).La rosa de piedra (rumba e boleros).


Carpa de circo, Santiago de Compostela.


Como vedes, um todo terreo que lhe da a tudo e com muito estilo.


Por algo fui o ganhador este ano do A Polo Ghit, concurso promovido pola página galega Vieiros e a Radio Galega.


A ganhadora, polos votos do público, fui precisamente In the Ocean, o tema que canta e toca na Per Loca.










domingo, 22 de abril de 2007

Asalto ao Castelo

O dia 7 de Julho celebrara-se em Vimianço a XII Festa Irmandinha de Asalto ao Castelo-Fortaleça da vila.
Se querés saber mais cousas, há aberto um novo blogue

http://asaltoaocastelo.blogspot.com/

Que, de seguro, vos interesará.
Fica dito. Para quem queira visitar.
Apertas.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Velhos amigos


Pois sim. Velhos amigos ravaleiros de Mar del Plata, apontarom-se também a caminhar pola Per Loca.

Os Ché Sudaka cantando em galego:

"A morrinha nao é umha enfermidade"

Vale a pena escuitar.

Se nao, julgade por vós mesmos.

Ainda que só seja umha cançao.


terça-feira, 10 de abril de 2007

Zënzar



"QUÉN É ZËNZAR
-

"Da terra das sombras e da escuridade…" Así foi como empezou todo aló polo principio do outono , na Meirama do 1987. Ben é certo que os "artistas" agora coñecidos como ZENZAR, non tiñan o mesmo nome como grupo. MÖRDOR foi o primeiro nome elexido.
Como curiosidade a primeira canción que todos se puxeron de acordo en tocar foi unha versión do "Jumpin Jack Flash" que cantaba Tabe (J. Antonio) en castelán. As primeiras composicións propias foron "Fuera de Lugar", "Cosa Blanca", todo un clásico, daquela aínda en evolución, e hoxe en día regrabado no que é o último disco da banda.
No nadal do 1988 Mördor debuta no pub NON SEI de A Silva en formación de sexteto, ca cal chegarían ata xuño do 1991, momento no que pasan a cuarteto, ao abandoar o grupo Manuel Jesús (teclados) e Luis (guitarra), por distintos motivos. Isto pasou despois de tocar en sitios como o
Picolinos (Cerceda), Discoteca Plató (Calle de Cristal), no 1º Festival Rock de Meirama, semente para o Festival de Cerceda. De todo o máis destacado foi unha grabación que se fixo dunha actuación en Meirama en marzo do 1990, non tanto pola calidade da mesma, xa que foi feita nun casete portátil, senon como documento histórico, posto que é a única en forma de sexteto, e porque nela se poden escoitar as primeiras cancións do grupo, tanto propias coma as versións empregadas para completar repertorio (Tiempos Nuevos de Ilegales, La chica de ayer de Nacha Pop, Lucille, flor de luna de Santana, etc.), nada que ver co camiño tomado máis tarde polo grupo, pero así son os principios…
No verán do 1993 prodúcese o troco de nome, por motivos legais, pasando a chamarse, xa para sempre, ZENZAR. Esto ocorre pouco despois de grabar a finais do 1992, ainda como Mördor, a sua 1ª maketa baixo o título de "Contos e Lendas de Terra Adentro", incluindo cinco temas, xa verdadeiros clásicos no seu repertorio, tamén dou que falar a portada onde a policia local de Cerceda persegue a uns ladróns no seu famoso Mercedes. No 93 aparecen dous temas no vinilo "Rock Na Costa Da Morte", recopilatorio onde participan seis bandas coruñesas da zoa, ningunha das cales segue en activo na actualidade excepto ZENZAR. Nesta época o grupo xa da multitude de concertos por toda a provincia coruñesa. Por daquela o grupo xa empeza a ser valorado fora do seu entorno habitual, sobre todo na zoa da Costa da Morte onde fan bastantes actuacións.
E así chegamos o 1995 ano no que editan a súa 2ª maketa "Fascinados polo Prohibido", composto de oito temas .Nela xa se ve claramente por onde vai ZENZAR, Rock contundente e letras en galego. Algún tema dela converteuse en obligado no repertorio coma "O Blues da gorxa seca" ou "Bourando". Aquí compre destacar os dous concertos con Extremoduro e outros con Platero y Tu, Boikot, Manolo Kabezabolo, Barón Rojo, etc. Saindo a tocar por tada a xeografía galega.
No 1997 prodúcese a saída á rúa do seu primeiro L.P. "Disparados o Futuro", composto de doce temas grabados nos Estudios Fussión de Vigo, con Xavier Abreu de técnico. ZENZAR reafírmase no seu Rock potente edifícil de catalogar, onde predominan as letras combativas, de denuncia social, ecoloxía e manexos políticos. Este é un disco no que a pesares da variedade estilística apreciase unha linea homoxenea e persoal que fai del unha colección de cancións que encaixan perfectamente unha tras outra.
O grupo fai unha extensa xira de presentación que se prolonga nos dous anos seguintes, onde destaca a participación no primeiro Alen Galicia na Illa de Arousa, e no 1º Santi Rock en Compostela.
Neste mesmo ano 97 colaboran en dous recopilatorios: Bamban Vol. II e 8 anos de Sequestros con un tema en cada un.
Unha vez rematada esa xira o grupo entra nunha pequena fase de letargo onde se actúa menos e se buscan novas ideas para novas composicións, agora xa ca axuda do novo guitarrista Mario Grela, incorporado xa a xira "Bourando" do disco "Disparados ó Futuro", aportación que se fará notar tanto no directo coma no estudio de grabación, contribuindo firmemente a compactar a música da banda nas súas aparicións en directo.
Deste xeito na primaveira do 2001 sae a lus o segundo longa duración da banda, una autoprodución do grupo tamén grabada nos estudios de X. Abreu, que baixo o título de: "Todo Vai Ben" , agrupa trece cancións ben tocadas e cantadas todas elas en galego. Unhas cheas de forza e enerxía (Chove, Johnny, Nin un día máis, Ratos no horreo), outras que combinan tempos medios con outros momentos de gran contundencia (Chegando a casa, Camilo, Cheira mal,…). As curiosidades son a inclusión en dous temas de instrumentos tradicionais como a gaita de Xan " Papaqueixos" en Todos me queren e o acordeón de R. Sanjurjo "Diplomáticos do monte alto" en A banda do coche encarnado. Letras irónicas e críticas, contra o caciquismo, a destrucción do medio, contra o poder e a hipocresía. . Unha ironía xa presente na portada, presidida polo lume e a morte, na que asasinos e torturadores sorrin á cámara. E na contraportada onde as vacas revolucionarias ameazan con tomar a propia catedral de Santiago, mentras a cidade arde.

Todo elo fai deste un disco que abrangue todas as tendencias do rock, pero sempre co selo persoal de ZENZAR.
O disco recibe moi boa acollida por parte do público e da crítica, aínda que non alcance vendas moi importantes posto que como se dixo non conta con distribución oficial e so coa promoción que fai o grupo nos concertos e outros poucos medios ó seu alcance.
Nada máis sair á rúa o grupo emprendeu a xira máis longa dende que ZENZAR existe, non sin moitos esforzos, pois foi totalmente autoxestionada , así ó final do ano foron perto de corenta os concertos feitos.
Compre destacar un por riba de todos: o día da patria galega, o 25 de xullo en Compostela, diante de miles de persoas entusiasmadas, con gañas de festa, que disfrutaron como nunca da música do grupo.
Outros a destacar foron o Grelo Folc en Monfero, o I festival Ordes-rock, o 1º festival música en tempos en Pontevedra e o festival ponte louco en Castro Caldelas-Ourense.
A historia segue e o tempo non se detén, xa estamos no 2002. Unha vez rematada a xira de presentación, un remate non exento de incidencias, que fixo que quedara algún concerto pendente. Primeiro pola enfermidade do baixista, ó que sustituiu Anxo de "Sensacha", grupo veciño de Cerceda, e posteriormente pola do cantante .
Pois ben, unha vez todos repostos o grupo decidese a plasmar en disco oito temas preparados ó longo dos primeiros meses do ano. A grabación ten lugar na última semán de marzo nos estudios Bonhan de A Coruña. ….
Unha vez gravado, o CD sae a rúa en xuño de 2002.
Os resultados foron os esperados, a estas alturas van entre ventas e promoción uns 700 exemplares distribuídos, tendo en conta que era un disco máis para fans, onde se facía un percorrido por temas inéditos rescatados dende os principios do grupo.
Unha vez feito este traballo o grupo reláxase un pouco, non se fai ningunha xira específica para presentar o disco, debido a natureza do mesmo, como xa quedou dito.
De todos xeitos hai bastante actividade ó longo do ano con un total de once concertos, destacando a primeira incursión en Madrid na Sala Siroco, xunto con outros grupos como Salida Nula, Hirurko e Kambotes. Este ano veu marcado polo afundimento do Prestige, e como non Zenzar participou a finais do ano e dous concertos solidarios que resultaron todo un éxito (pub A Roda deMalpica e Disco-Pub Non Sei de Cerceda).
O 2003 e 2004 son anos de transición, non hai moita actividade en canto a concertos e no grupo empeza a plantexarse a necesidade de poñerse a traballar seriamente nun novo disco para darlle continuidade a esta historia, traballo que comeza no inverno de 2004, inverno que se presentou máis accidentado do esperado: primeiro suspéndese o concerto previsto na Mardi-Gras de A Coruña, por enfermidade repentina de dous compoñente do grupo (este concerto por fin se levou a cabo en outubro deste ano 2005 e por certo con grande éxito de público) , despois e para sorpresa dalgúns M. Silveira, guitarrista do grupo decide deixar o grupo, e para rematar o ano pecha o Badulake, emblemático local de Ordes centro de reunión dos rockeiros da zona ó longo de cinco anos.
Diante deste panorama os restantes membros do grupo deciden tirar pa diante , e así entramos no 2005, ano que resultou ser bastante frutífero xa que se consegue rematar case nun cen por cen o traballo de composición dos novos temas , agora xa con Mario como único guitarrista . Este novo formato tamén é posto a proba en directo con dous concertos na primavera e o mencionado da Mardi Gras en outubro, resultando todos un auténtico éxito que sorprende ó propio grupo, temeroso de que se notara en demasía a falta dunha guitarra.
Rematado o 2005 agora o grupo dedícase a engraxar a maquinaria para entrar en estudio a dar o máximo para o novo disco.
En canto ó 2006 o mais destacable é a gravación do novo traballo de grupo "Sigue...E Dalle", por suposto con Xabier Abreu no seu novo estudio de Nigrán. E é o mais destacable por que esto provocou unha revitalización do grupo e a volta de forma regular aos escenarios, dende a presentación do disco na Sala Nunca Mais de Ordes o 30 de xuño, pasando a continuación por bastantes festivais, a pesar da tardanza na saída do novo traballo da banda, xa ás portas do verán.Tamén hai que destacar como factor revitalizador a incorporación definitiva ó grupo de Paco Cerdeira á guitarra, despois de ter colaborado no disco. Todo isto trouxo unha evolución no son de directo de Zenzar e vai ir provocando unha paulatina transformación do seu repertorio (cuestión de supervivencia). En canto ó disco despois de seis meses de existencia non para de recibir boas críticas en canto á producción (teñamos en conta que levaba incorporado un DVD bastante completo e traballado por Videa Films) e tamén hai uns cantos temas que xa figuran como obrigatorios no repertorio da banda (Tiven un bar, Doutor, Dalle, Tempos Novos, ...). Polo tanto foi un ano moi positivo, para Zenzar e para a música galega en xeral (nunca tantos disco se editaran e tantos en galego), e tendo en conta que o disco aínda é relativamente fresco agardamos que o 2007 sexa bastante axetreado e que consolide a nova formación do grupo para proxectos futuros e para agrandar a lenda..
(continuará). "

Esta é a história da evoluçao do grupo Zënzar, outro dos que caminharom pola Per Loca, feito por eles mesmos.
Umha evoluçao que vai desde tocar temas clásicos em castelam, ou mesmo versoes de Carlos Santana e outros, a criar um estilo próprio, cheio de energia, puramente galego no que atinge à força puramente atlántica e brava das terras de Meirama e Cerceda, onde iniciam sua andaina musical.
É um grupo que transmite muita força e muita catarse ao estilo galego da Costa da Morte, rachar com tudo e imitar ao oceano quando se enraiba e bate nos cons da ribeira coma umha tralha sem freio.
Da sua participaçao na Per Loca, traio este tema "O Padriño", que fala dos padrinhos que na Galiza proliferaram desde hà séculos:
Primeiro os nobres, mais tarde os fidalgos, depois os caciques e agora os mafiosos.
Lermbro umha cena do filma de l. Visconti "Il Gatopardo", no que Burt Lancaster, fidalgo vido a menos, dizia:
" Rematou o tempo dos lobos. Agora vem o das hienas".

Essa frase refere-se a Sicília, mas penso que na Galiza tem a mesma validez.
Os galegos que leiam, hao de perceber do que falo.
Para os de fóra, explicarei.
Rematou o tempo dos lobos, senhores nobres que nos dominabam- No escudo de Vimianço há umha cabeça de lobo dos Moscoso- e agora ficam as hienas do narcotráfico encuberto, o dinheiro negro, a explotaçao dos operários e a especulaçao.
Bem.
Deixovos a ligaçao ao tema dos Zënzar, e algúm video para que os vejades em vivo.
Saudaçoes.

http://www.goear.com/listen.php?v=e6a621b